sábado, 19 de agosto de 2017

Sentença de médico e mulheres presas na operação 'Anjo da Guarda' deve sair em até 15 dias



Pelo menos 15 pessoas prestaram depoimentos, no Fórum de Santarém. Juiz aguarda manifestação de advogados e MP para proferir a sentença.
Foto: Reprodução/TV Tapajós
DO G1 SANTARÉM

A audiência de instrução e julgamento do médico Álvaro Cardoso Magalhães e mais duas mulheres presas na operação “Anjo da Guarda”, que foi deflagrada no início do mês de julho em Santarém, oeste do Pará, foi realizada nesta sexta-feira (18), no Fórum de Justiça. A sentença, de acordo com o juiz 1ª vara criminal Alexandre Rizzi, informou que em no máximo 15 dias deve sentenciar os réus acusados de pedofilia e estupro de vulnerável.

Como o caso corre em segredo de justiça, o magistrado não falou sobre os depoimentos. Limitou-se a comentar sobre o rito do processo. "Nós instruímos o processo todo. Foram ouvidas todas as testemunhas de defesa e acusação. Depois os réus foram interrogados. O princípio da ampla defesa foi garantido. Agora vamos para a última fase, onde os advogados e o MP se manifestarão. Depois disso, vamos proferir a sentença. É só nesse momento que vou me manifestar sobre tudo que foi apurado", disse.

Alexandre Rizzi acredita que o Ministério Público apresentará suas alegações finais sobre o caso na segunda (21) ou terça-feira (22). Depois os advogados terão prazo para também se manifestarem. "Correndo tudo dentro do prazo, nós acreditamos que em no máximo duas semanas estaremos sentenciando os réus".

Durante a audiência que foi acompanhada pelo representante do Ministério Público e de cinco advogados de defesa, o juiz informou aos réus que eles permanecerão presos até a sentença. "Nós entendemos que continuam presentes os requisitos da preventiva. Pode ser que o Tribunal entenda diferente e venha a colocá-los em liberdade antes, é normal, o jogo é assim. Isso pode acontecer com qualquer réu, porque as pessoas são inocentes até sentença transitada em julgado", destacou Alexandre Rizzi.

Sobre a possibilidade de transferência dos réus para Belém, por exemplo, em caso de sentença condenatória, o juiz disse que é possível que aconteça. "O sistema penal não tem a estrutura que deveria ter, e não é só aqui. É no Brasil e em vários países. Então existe a possibilidade de transferência, mas não porque o caso tenha tido repercussão na cidade. É uma questão de falta de estrutura da penitenciária", explicou.

Tanto o Ministério Público quanto os cinco advogados presentes se colocaram de forma muita respeitosa durante toda a audiência, todos muito preocupados com a sua defesa.
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