segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Vereador é preso durante Operação ‘Perfuga’ em Santarém, no PA



A operação está sendo deflagrada durante a manhã desta segunda-feira (07)
Reginaldo Campos, do PCS foi presidente da Câmera de vereadores de Santarém
Foi preso na manhã desta segunda-feira (07) o vereador Reginaldo Campos, do PSC. O vereador foi preso em casa em um condomínio no bairro Elcione Barbalho, zona oeste de Santarém, durante a Operação ‘Perfuga’ deflagrada pela Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado (MPE).

O inquérito policial apura crimes de peculato, falsificação de documento público, corrupção e associação criminosa. O caso envolve o vereador Reginaldo Campos, na época em que ele era o presidente da Câmara de Vereadores de Santarém, no oeste do Pará.

Segundo a investigação, pessoas procuravam o vereador para solicitar a facilitação de agendamentos de consultas e exames, essas demandas eram repassadas para a técnica em enfermagem, identificada como Sarah Campinas dos Santos de Oliveira, servidora pública que exercia suas funções na regulação da 9ª Regional da SESPA, ela fazia o agendamento através dos outros servidores do setor.

Ainda segundo as investigações a servidora recebia as demandas repassadas pelo Vereador Reginaldo Campos e também recebia remuneração mensal da Câmara dos Vereadores, sem a devida contraprestação do serviço público. No decorrer das investigações, foram identificadas outras pessoas que também eram servidores “fantasmas”, ou seja, recebiam remuneração sem a devida contraprestação do serviço público, tendo entre os servidores fantasmas advogados e pessoas ligadas a lideranças de bairro ou líderes religiosos.

Outros servidores da Câmara também concorreram para a prática de crimes de peculato, e tentaram prejudicar as investigações falsificando documentos e prestando informações falsas, além de autorizarem e efetivamente procederem as contratações e pagamentos dos servidores “fantasmas”, mesmo tendo conhecimento que não estava ocorrendo a conta prestação do serviço público.

Em depoimento à polícia o vereador  Reginaldo Campos negou qualquer envolvimento.

A OPERAÇÃO “PERFUGA’

A Superintendência Regional do Baixo e Médio Amazonas, com o apoio do Ministério Público, deflagrou operação denominada “Operação Perfuga” que no latim significa “o desertor” no sentido de “que ou aquele que abandona suas convicções, sua religião, seu compromisso ou a causa de que era defensor”. A operação foi batizada com este nome porque os são investigados funcionários públicos que firmaram o compromisso de bem servir a sociedade, porém abandonaram suas atividades, passando a agir em interesse estritamente particular.

A Polícia Civil e Ministério Público estão cumprindo 2 mandados de prisão preventiva, 6 mandados de prisão temporária, 5 conduções coercitivas e 25 mandados de busca e apreensão. Entre as buscas estão a sede da Câmara Municipal de Santarém e a sede da SESPA em Santarém, e ainda em uma sala do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), onde funciona o setor de regulação da SESPA.

Segundo as investigações, estima-se que o prejuízo aos cofres públicos seja de aproximadamente R$ 1 milhão.

O inquérito policial apura crimes de peculato, falsificação de documento público, corrupção e associação criminosa.
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